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O Tio do BÊS

por wcyl, em 17.07.14

Contou-me esta história o bispo de Hipona, actual Annaba na Argélia, a quem alguns, muitos para sermos precisos, chamavam Santo Agostinho.

 

Havia por aqueles dias um mágico famoso, de nome Santus, que tinha caído em desgraça entre os seus. Ninguém consegue precisar bem o dia mas terá sido por alturas da ceifa que inexplicavelmente o mágico começou a acreditar nos seus próprios truques.

 

Maravilhava-se com o que fazia, com o que sabia e com o que dizia. Assim maravilhado, maravilhava outros que de tão maravilhados que ficavam jamais ousaram questiona-lo sobre a forma como os truques eram feitos. E assim continuavam e assim acreditavam.

 

Houve no entanto um dia, por altura das chuvas, que um Espírito, contam os que o seguiam, gritou bem alto enquanto Santus pregava; tudo isto é apenas um truque. E era. A terra tremeu o mundo gemeu, mas nada aconteceu.

 

Até aí, conta-me o bispo, era lei o supérfluo dos ricos ser propriedade dos pobres. Detalhou com a sua paciência de Santo. Quando o supérfluo dos ricos são as dívidas também elas são propriedade dos pobres. E assim ficou.

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