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Morreu o Mestre

por wcyl, em 25.03.15

a morte sem mestre.jpg

Despertou-me a curiosidade sobre a sua obra, que isto da poesia só funciona por curiosidade, quando há uns anos atrás soube que Helberto Hélder em 1994 recusou receber o prémio Pessoa pedindo ao juri:  "Não digam a ninguém e deem o prémio a outro".

 

Criado o interesse fui atrás da sua obra. Pouco encontrei. Soube então que o poeta só era dado a primeiras edições que rapidamente esgotavam. Encontrar poemas seus só na Internet ou então no especulativo mercado alfarrabista.

 

Agora que se lamenta a sua perda, o maior poeta Portugues da segunda metade do século XX, lamentamos todos, acho, não termos estado mais atentos à sua obra e quiça prestar-lhe a devida homenagem ainda em vida. Em jeito de homenagem transcrevo parte de um curioso poema seu. Que descanse em paz.

 

A última bilha de gás durou dois meses e três dias.


a última bilha de gás durou dois meses e três dias,
com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado,
mas eis que se foram os três dias e estou aqui
e só tenho a dizer que não sei como arranjar dinheiro para outra bilha,
se vendessem o gás a retalho comprava apenas o gás da morte,
e mesmo assim tinha de comprá-lo fiado,
não sei o que vai ser da minha vida,
tão cara, Deus meu, que está a morte,
porque já me não fiam nada onde comprava tudo,
mesmo coisas rápidas, (...)

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